Stranger Things sempre teve uma relação muito forte com a música. A série não usa canções antigas apenas como trilha sonora: em muitos casos, ela consegue apresentar essas músicas para uma geração que sequer era nascida quando elas foram lançadas.
Isso voltou a acontecer com força após a 5ª temporada.
A música “Upside Down”, de Diana Ross, teve um aumento de 510% nas reproduções globais no Spotify depois de aparecer na série. Entre ouvintes da Geração Z, o crescimento foi ainda maior: 1.250%.
Outra faixa que também ganhou nova vida foi “Mr. Sandman”, que registrou crescimento de 625% nas reproduções.
O fenômeno não é exatamente novo para Stranger Things. A série já havia provocado algo parecido com “Running Up That Hill”, de Kate Bush, que voltou às paradas décadas depois de seu lançamento após ganhar destaque na quarta temporada.
O interessante é que a série funciona quase como uma ponte entre gerações.
Músicas que antes estavam associadas principalmente aos anos 70 e 80 passam a circular novamente em playlists, vídeos curtos, redes sociais e entre adolescentes e jovens adultos.
Isso acontece porque a música não aparece apenas como pano de fundo. Normalmente ela está ligada a uma cena importante, a um personagem ou a um momento emocional específico. A associação acaba dando um novo significado à faixa.
Para artistas e gravadoras, o efeito pode ser enorme.
Uma música lançada há quarenta ou cinquenta anos pode voltar a receber milhões de reproduções simplesmente porque foi apresentada novamente dentro de uma produção popular.
Mais do que trabalhar com nostalgia, Stranger Things acabou desenvolvendo uma capacidade rara: transformar músicas antigas em descobertas para um público novo.
E talvez esse seja um dos legados culturais mais curiosos da série.
Fonte: Netflix Tudum, com dados de crescimento de reproduções no Spotify após a 5ª temporada.



