Algo estranho está acontecendo na Ubisoft — e o silêncio pode ser o maior sinal de alerta

GAMES

Allison Medina

1/24/2026

Sem anúncios oficiais, sem comunicados dramáticos e sem despedidas públicas. Ainda assim, cresce nos bastidores da indústria a sensação de que a Ubisoft deixou uma de suas grandes franquias para trás. Não como um encerramento formal, mas como um afastamento calculado — e talvez definitivo.

Esse tipo de decisão raramente acontece de forma isolada. Quando uma publisher desse porte opta pelo silêncio, normalmente há algo maior em jogo.

Quando repetir demais vira um risco

Durante anos, a Ubisoft construiu seu império apostando em franquias recorrentes. Funcionou — até deixar de funcionar. O público começou a reconhecer padrões, estruturas repetidas e experiências previsíveis.

Uma leitura cada vez mais comum entre analistas é que a empresa passou a confundir consistência com estagnação. O resultado? Jogos que vendem, mas não empolgam. E quando o entusiasmo desaparece, manter franquias vivas se torna caro demais.

A aposta que não se pagou

Nos últimos anos, a Ubisoft tentou se reinventar mirando tendências: jogos como serviço, experiências multiplayer persistentes e projetos licenciados. Muitos deles nunca chegaram ao público. Outros chegaram, mas não ficaram.

O impacto dessas decisões foi mais profundo do que parece. Cada cancelamento silencioso representa tempo, equipes e dinheiro que não retornaram — e isso começa a pesar quando a estrutura da empresa é gigantesca.

Um gigante com passos pesados

Poucas publishers operam com tantos estúdios e funcionários quanto a Ubisoft. Essa escala já foi sua maior força. Hoje, é também seu maior desafio.

Manter dezenas de equipes ativas exige previsibilidade financeira. Quando ela falha, decisões difíceis surgem. E é nesse cenário que franquias outrora importantes passam a ser tratadas como excesso, não como legado.

O investimento que mudou o jogo

A entrada estratégica da Tencent foi interpretada por muitos como um ponto de virada — não de crescimento, mas de sobrevivência. O aporte trouxe estabilidade imediata, mas também reforçou uma pergunta incômoda: até que ponto a Ubisoft consegue se sustentar sozinha no modelo atual?

Algumas teorias sugerem que esse movimento marcou o início de uma nova fase, com menos apostas criativas e mais foco em contenção de riscos.

O fim de uma franquia ou o começo de uma reestruturação?

Quando uma grande série desaparece sem explicação, o impacto vai além dos fãs. Ele revela uma mudança de mentalidade. Talvez a Ubisoft esteja aceitando algo que evitou por anos: nem toda franquia pode — ou deve — durar para sempre.

A curiosidade agora não está apenas em qual IP foi deixada para trás, mas no que vem depois. O silêncio pode ser temporário. Ou pode ser o sinal de que a empresa está se preparando para algo muito diferente do que o público espera.

Fonte: Ubisoft / Promocional

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