Com Jason Momoa, Noah Centineo e estrelas da luta livre, a nova adaptação aposta na nostalgia dos fliperamas e promete levar os golpes mais famosos dos videogames às telonas.
Quem cresceu frequentando fliperamas ou passou horas disputando partidas de Street Fighter no Super Nintendo sabe que poucas franquias marcaram tanto uma geração. Agora, mais de três décadas depois de conquistar os videogames, Ryu, Ken, Chun-Li e companhia estão de volta aos cinemas.
O novo filme de Street Fighter estreia nesta quinta-feira, 15 de outubro de 2026, no Brasil, trazendo uma produção ambiciosa, um elenco repleto de nomes conhecidos e uma missão complicada: fazer uma adaptação que agrade aos fãs da Capcom.
E, desta vez, parece que os responsáveis realmente fizeram a lição de casa.
Uma história que volta às origens
Ambientado em 1993, justamente na época em que Street Fighter dominava os fliperamas, o longa acompanha Ryu e Ken, dois antigos companheiros que seguiram caminhos diferentes.
Tudo muda quando Chun-Li reaparece para recrutá-los para um novo torneio mundial de luta.
O que inicialmente parece uma competição entre os melhores lutadores do planeta esconde uma conspiração perigosa, capaz de colocar os próprios protagonistas um contra o outro.
A escolha de ambientar a história nos anos 1990 não é por acaso. A produção busca recuperar justamente a atmosfera que transformou Street Fighter em um fenômeno cultural.
Jason Momoa como Blanka? O elenco surpreende
Uma das maiores curiosidades da produção está na escolha dos atores.
Jason Momoa, conhecido por interpretar Aquaman, assume o papel de Blanka, o famoso lutador brasileiro de aparência monstruosa e poderes elétricos.
Mas as surpresas não param por aí.
- Andrew Koji interpreta Ryu.
- Noah Centineo assume o papel de Ken.
- Callina Liang interpreta Chun-Li.
- David Dastmalchian será o poderoso M. Bison.
- Roman Reigns, estrela da WWE, interpreta Akuma.
- Cody Rhodes, também da WWE, assume o papel de Guile.
- O rapper 50 Cent interpreta Balrog.
A presença de lutadores profissionais chama atenção e reforça a intenção de entregar combates físicos marcantes, sem depender exclusivamente dos efeitos digitais.
A preocupação em respeitar os jogos
Um detalhe interessante foi revelado por Noah Centineo durante a divulgação do filme.
Segundo o ator, o coordenador de dublês John Valera realizou uma extensa pesquisa sobre os personagens da franquia para reproduzir seus estilos de luta característicos.
Isso significa que os movimentos não foram escolhidos simplesmente para parecerem bonitos na tela.
Cada personagem recebeu atenção especial para preservar elementos que os jogadores reconhecem imediatamente, desde os golpes de Chun-Li até os ataques característicos de Ryu e Ken.
O diretor Kitao Sakurai também destacou o envolvimento dos atores com o universo dos jogos. Andrew Koji, por exemplo, ajudou a equipe com conhecimentos sobre a história e os personagens da franquia.
O fantasma do filme de 1994
Não dá para falar de uma nova adaptação de Street Fighter sem lembrar do filme de 1994, estrelado por Jean-Claude Van Damme como Guile e Raul Julia como M. Bison.
Apesar das críticas recebidas na época, o longa conquistou um espaço curioso na memória dos fãs, tornando-se uma daquelas produções que muita gente considera ruins, mas assiste com nostalgia.
A nova versão tem a oportunidade de fazer algo que sua antecessora não conseguiu plenamente: equilibrar a identidade dos videogames com uma história cinematográfica envolvente.
E o momento pode ser favorável. Depois de adaptações bem-sucedidas como Sonic e Super Mario Bros., Hollywood já demonstrou que é possível transformar jogos em grandes produções sem abandonar aquilo que os tornou populares.
Vale a pena assistir?
Street Fighter chega com ingredientes que certamente despertam curiosidade: personagens icônicos, um elenco inusitado, golpes clássicos e uma ambientação que conversa diretamente com a geração dos fliperamas.
Mas existe uma diferença enorme entre reproduzir visualmente um videogame e transformar essa experiência em um bom filme.
A grande questão é se a produção conseguirá conquistar tanto os fãs que conhecem cada Hadouken quanto o público que nunca segurou um controle para jogar Street Fighter.
Uma coisa é certa: poucas franquias de luta carregam tanta história quanto Street Fighter. E agora chegou a hora de descobrir se essa história também funciona nas telonas.



